“Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos. O dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horebe, quando o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos.” (Deuteronômio 4:5-10)

Jesus exerceu com excelência seu ministério de Mestre e Ele ama ensinar. Ele provou isso em toda Sua história de vida, morte e ressurreição. Ele é a prova fiel do testemunho de que todo enviado de Deus tem um objetivo. Hoje o nosso objetivo deve ser o de remover o falso ensino que obstrui a fé genuína e a deixa inoperante.

Jesus não quer que ninguém se perca pelo caminho, quer, na verdade, que todos voltem a ser propriedade exclusiva de Deus. Ele nos dá uma dica em João 20:29b, “Bem-aventurados os que não viram e creram.”

Jesus sempre trabalhou de forma a nos reeducar e instruir acerca do que fazer; em momento algum caiu em contradição, como Deuteronômio 4:3-10, descrito acima, e Provérbios 3:21-23. “Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso; porque serão vida para a tua alma, e adorno ao teu pescoço. Então andarás confiante pelo teu caminho, e o teu pé não tropeçará.”

Discipular é amar

O Apóstolo João falou sobre o amor no discipulado (João 15:14,15). Jesus chama de amigo aqueles que fazem o que Ele manda. Tiago 2:23 nos ensina que a fé de Abraão se consumou por acreditar que Deus daria a ele um filho. Isso lhe foi imputado como direito a ser ressarcido (justiça), e o melhor, por confiar em Deus, entrou para a categoria de amigo.

Para aqueles que se entregam aos ensinamentos de Jesus, Ele os tem como amigos. Entre na categoria de amigo e de discípulo (João 15:12-14). Jesus nos adverte que quem ama seus amigos é capaz de morrer por eles. Esse amor se torna tão forte que é melhor do que o amor de um irmão. “Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão.” (Provérbios 17:17)

Jesus diz a Simão Pedro, em João 21:15-17, que se ele realmente amasse o Senhor, deveria cuidar das Suas ovelhas, porque Ele, Jesus, cuidava. Jesus sabia que só quem ama põe em prática as cláusulas do amor (I Coríntios 13:7), e, principalmente consigo mesmo (Mateus 22:39). Jesus sabia o valor de uma vida. O nosso cuidado, respeito e amor por Deus devem estar acima de tudo e de todos (Mateus 10:37). Caso contrário, não seremos dignos de sermos reconhecidos como filhos nem conseguiremos herdar os benefícios dessa aliança familiar.

Jesus afirma em João 15:9,10 que da forma como Deus Pai cuidou e O amou, Ele também cuidaria de nós. É extraordinário ver o cuidado de Deus para conosco. Ele sabe que não podemos ficar sem essa cobertura consolidadora, e que ninguém além dEle tem essa competência.

Em todos esses anos de vida com Deus, tenho visto tantas pessoas quebrarem princípios de alianças, de guardar, apascentar, amar, cuidar etc. É necessário sermos firmes nesses propósitos, porque Deus diz que só anda sem disciplina quem é filho bastardo (Hebreus 12:8). Não somos bastardos, pelo contrário, somos chamados de filhos legítimos! Então, onde está a fidelidade?

Para cuidar das vidas que Deus tem-nos entregado, devemos amar como Deus ama. No amor, não pode haver restrição. É preciso viver e conquistar a ponto de chegar ao propósito contundente do sentimento, que é selar e imprimir no coração de tantos quantos virem o princípio de lutar por uma vida.

Jesus já morreu e ressuscitou por nós. Esse selo deve estar em nossos corações, como um anel, uma aliança de casamento ou no dedo, porque nos dá autoridade para que o decreto de vida já estabelecido, pela ação redentiva de Jesus, não tenha mais o direito de ser revogado por coisa alguma (Cantares 8:6,7).

Procuramos e fazemos tantas coisas como obra de Deus... Contudo, será que estamos dentro do princípio supremo da excelência divina? Ou seja, já temos o combustível verdadeiro enraizado em nós? Será que o que estamos fazendo é por amor ou por obrigação?

Em I Coríntios 12, aprendemos que necessitamos uns dos outros. Não podemos fazer e obter bons resultados se trabalharmos sozinhos. Porém, no verso 31, entendemos que Jesus só nos mostrará um caminho – que é amar, que nos conduzirá a algo sobremodo ou mais excelente que os dons espirituais, que nos são tão úteis hoje.

Amar é um dom de Deus, é um presente para nós neste século, o amor cobre todas as transgressões (Provérbios 10:12), a ponto de não nos deixar ver somente os defeitos, acima de tudo faz-nos ver e não somente olhar, as qualidades para que por elas possamos conquistar o que mais desejamos: as multidões!

Enfim, amar nos priva de sermos egoístas, porque quem ama tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta. Porque o amor, Deus, nunca falha (I Coríntios 13:8).

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Plano de Leitura Bíblica

10 Dez
Jó 12
Naum 1 e 2
Tiago 5
11 Dez
Jó 13
Naum 3
I Pedro 1
12 Dez
Jó 14
Habacuque 1
I Pedro 2
13 Dez
Jó 15
Habacuque 2
I Pedro 3 a 5
14 Dez
Jó 16 e 17
Habacuque 3
II Pedro 1 e 2
15 Dez
Jó 18 e 19
Sofonias 1
II Pedro 3
16 Dez
Jó 20
Sofonias 2
I João 1 e 2