“Partindo Jesus dali, chegou ao pé do mar da Galileia; e, subindo ao monte, sentou-se ali. E vieram a ele grandes multidões, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e outros muitos, e lhos puseram aos pés; e ele os curou; de modo que a multidão se admirou, vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver; e glorificaram ao Deus de Israel.” (Mateus 15:29-31)

Analisando o texto de Mateus, vemos que a multidão não é de pessoas perfeitas. Sabemos também que a palavra multidão está associada ao termo original demos, que significa uma raça facilmente manipulada. Mas que no texto não há esse significado e, sim, laos, que significa povo eleito, que é a Igreja do Senhor Jesus, com um caráter de compromisso.

Aprendemos, no estudo passado sobre as características da multidão, e como é possível sermos moldados pelo Mestre. Agora, veremos mais duas características:


3. A multidão que é um só povo

No texto de Mateus 15, nos versículos 29 e 31, está escrito: “Grandes multidões” e “a multidão”, respectivamente. Podemos chegar no Reino como multidões, mas o Senhor nos transforma em um só povo, porque somos a herança de Deus.

Quando as pessoas vêm, estão cheias de conceitos e pré-conceitos; confusas na mente, mas à medida que vão aprendendo mais de Deus e crescendo em intimidade com Ele vão se tornando um só povo. Quando falamos do Reino de Deus, não há duas linguagens, dois sentimentos; temos um só coração e um só pensamento, como descrito em Atos 4:32. Essa multidão não será chamada de massa manipulada e, sim: Povo eleito de Deus.

Nesse pensamento, devemos: Nos mover no Espírito de Deus. Todos os milagres que vivemos dependem do Senhor. Nos concentrar todos num só propósito. Na Visão Celular, o propósito é Ganhar, Consolidar, Discipular e Enviar.


4. A multidão que glorifica a Deus

Quando chegamos como multidões, temos, a priori, um interesse pessoal. Queremos que Deus supra as nossas necessidades. Não estamos atrás do Deus da bênção, mas das bênçãos de Deus. Quando Deus atinge nossos corações e arranca os interesses pessoais, passamos a ser o povo que entende que é imagem e semelhança do Criador. Mas, enquanto massa, buscamos interesses individuais.

“... a multidão se admirou, vendo mudos a falar, aleijados a ficar sãos, coxos a andar, cegos a ver; e glorificaram ao Deus de Israel.” (Mateus 15:31). Quando passamos a ser a multidão que glorifica a Deus, nossa humanidade sai de ação e o Espírito de Deus se move para a operação. E então vivemos:

4.1 As maravilhas do Pai. A palavra maravilha significa um milagre específico. É isso que Deus faz em nós quando estamos cheios do Espírito Santo. Literalmente, vivemos as maravilhas de Deus. Deus quer que você entenda quais são os projetos que Ele tem para sua vida, para que os milagres específicos aconteçam em você e através de você. Quando Deus faz milagres, nós nos maravilhamos e glorificamos, mas, Ele quer também que cada um de nós descubra que podemos ser usados para que os milagres aconteçam.

Mateus 15:29-31 é a parte em que Jesus operou. Nos versículos 32-39, vemos Jesus transferindo a unção para os discípulos operarem as maravilhas: Multipliquem os pães e os peixes para alimentar a multidão. A responsabilidade nesse momento repousava sobre os discípulos, ou seja, o Senhor curou toda sorte de enfermidade no físico e na alma, e agora ungia os discípulos para alimentar a multidão:

“Jesus chamou os seus discípulos, e disse: Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que eles estão comigo, e não têm o que comer; e não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. Disseram-lhe os discípulos: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para fartar tamanha multidão? Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos. E tendo ele ordenado ao povo que se sentasse no chão, tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos à multidão. Assim todos comeram, e se fartaram; e do que sobejou dos pedaços levantaram sete alcofas cheias. Ora, os que tinham comido eram quatro mil homens além de mulheres e crianças. E havendo Jesus despedido a multidão, entrou no barco, e foi para os confins de Magadã.”

4.2 Fidelidade de aliança. Peixe, na Bíblia, significa aliança. Quando Jesus chamou os primeiros discípulos, eles estavam pescando. Depois de ressuscitar e aparecer aos discípulos, Jesus pergunta se há alguma coisa para comer, e havia peixe. Quando apareceu aos discípulos na Galileia e restituiu Pedro, que O havia negado, estava comendo peixe.

Algo é certo: A Igreja tem que descobrir os recursos que Deus colocou em suas mãos. Assim vai ousar a fé, resgatar vidas e usar esses recursos para investir no Reino. A Igreja tem que se preparar para fazer uma grande pescaria, para ter um crescimento sem precedentes, porque a colheita deste tempo será incontável.

Hoje, nos deparamos com multidões com vários tipos de fome: Moral, ética, física, e fome e sede de ouvir a Palavra de Deus. Jesus quer saciar a multidão através da Igreja, que deve ser um local onde o alimento espiritual deve ser puro para que a multidão seja acolhida.

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Plano de Leitura Bíblica

18 Jan
Gênesis 31
Salmos 35
Mateus 20

19 Jan
Gênesis 32 e 33
Salmos 36
Mateus 21
20 Jan
Gênesis 34 e 35
Salmos 37
Mateus 22
21 Jan
Gênesis 36
Salmos 38
Mateus 23
22 Jan
Gênesis 37
Salmos 39 e 40
Mateus 24
23 Jan
Gênesis 38
Salmos 41 a 43
Mateus 25
24 Jan
Gênesis 39 e 40
Salmos 44
Mateus 26