MINISTRAÇÕES
O temor do Senhor na formação do discipulado
Bispa Ester Amazonas 
Foto: Maiko Mendonça   
Hebreus 10; Atos 1:8 

Somos privilegiados pela bênção do discipulado. O ato de discipular, gerar discípulos no Modelo dos 12 é gerar a identidade de Cristo na vida das pessoas. 

Precisamos gerar a formação do céu no coração de uma pessoa. Discipular é receber autoridade, poder, influência divina do Senhor Jesus. Atos 1:8, diz que receberemos poder para construir a identidade do céu na vida das pessoas. 

Em Lucas 4:18,19, está escrito: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobre. Enviou-me a curar os quebrantados de coração, a pregar liberdade aos cativos, e restauração da vista aos cegos, a por em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor.” Quando recebemos a unção de discipular recebemos a autoridade de Jesus para ministrar libertação, cura, restauração e anunciar o Evangelho de Cristo. 

A unção, a autoridade de Deus em nós é para direcionar os perdidos a entrarem no Caminho, Jesus. A autoridade do discipulado nos permite dominar principados, potestades e forças do mal. A missão do discipulado é extremamente séria. Precisamos fazê-la com muito temor e tremor. 

E quando se fala de poder e autoridade, tanto a autoridade física ou espiritual de exercer uma influência pode ser bom e desafiador ao mesmo tempo. Porque quando nós recebemos poder, recebemos para exercer uma determinada função. 

No latim, poder é direito de libertar, liberar, agir, mandar, desmandar; é autoridade sobre alguém que exige aplicar diariamente ao nosso coração o temor do Senhor. Então, dentro do contexto do discipulado, quando recebemos, desde ser esposa, marido, discipulador, político, qualquer função que desempenhamos, é um poder para agir e determinar as coisas. 

Jesus delegou poder e autoridade sobre a Igreja. Hoje, como homens e mulheres de Deus, exercemos esse poder espiritual sobre as pessoas. Mas o poder que eu recebo de Pastor, Apóstolo, discipulador, pai, mãe, professor, maestro de música etc., seja qual for, virá e se alicerçará sobre o poder e autoridade que a pessoa já tem como ser humano, como formação. O poder e a autoridade serão encaixados. 

O poder e a autoridade que estão  sobre você é porque você já fez um caminho, já construiu uma história. Mas este poder que lhe é dado para discipular será alicerçado, então, temos uma frase célebre e errada: “Recebeu poder e subiu para a cabeça.” Isso não é verdade! O poder que recebemos nos expõe. Tudo que há dentro de nós é exposto à medida que recebemos poder. 

O poder pode ser perdido. Apesar da Bíblia dizer que os dons de Deus são irrevogáveis podemos perder, por opção própria, por causa do caráter que não suporta autoridade do poder sendo exposto, porque é a própria pessoa que está sendo exposta. 

Não é o que recebemos que não presta, mas o que somos que não estava preparado para reinar, para receber autoridade. Em cada desejo de influenciar, na forma como você lida com os negócios, como você se relaciona com as pessoas, tudo isso o faz mais exposto e cada vez mais. 

Quando recebemos autoridade para lidar com as pessoas, precisamos nos relacionar. Tudo fica confuso na história de alguns. Não é a função que é ruim, mas o não saber lidar com a função por não estar organizado por dentro. 

Saul, quando recebeu autoridade para reinar em Israel, por não ter relacionamento com Deus, foi provado e reprovado. Se você é um discipulador e não desempenhar a sua função de forma boa, você causa problemas sérios. Se você é Pastor e não age como deveria, você causa problemas, e assim nas demais funções. 

Podemos aspirar determinadas funções, como o episcopado e depois nos arrepender. Exige muito de nós.  A identidade do discipulado exige muito de nós, muitas renúncias. E o poder está sobre a vida de uma pessoa para que ela exerça liberdade para curar, fazer novas construções. Mas tudo isso depende de como somos como pessoas, do contexto no qual nos encontramos. 

Saul morreu. Sansão perdeu a força. Por que isso aconteceu com eles? Não foi a unção, o povo, mas o ser, o eu como pessoa que não conseguiu se arrumar. Isso nos diz que autoridade e poder possui limites que precisam ser respeitados. 

Desde o discipulado de casa, até  a célula e a empresa, se você não estabelecer princípios, você  pode se perder e causar grandes catástrofes. Nossa influência como líderes e Pastor, precisa estar atrelada ao que a Palavra fala em João 16:8, de que é o Espírito Santo de Deus Quem convence o homem do pecado, do juízo e da justiça. Se não tivermos a unção do Espírito Santo, gerando uma multidão para Deus, não convenceremos as vidas do pecado, do juízo e das coisas erradas. 

As nossas mudanças, a nossa vida física, espiritual, precisa ser arrumada. Nenhum poder pode nos tirar da rota do céu. Essa deve ser uma decisão nossa. Devemos renunciar o que for preciso, mas não podemos ir para o inferno. O céu é o nosso alvo. A graça é maior do que a vida. A graça é maior do que a vida, não esqueça essa verdade. 

O poder passa. Todos os que são chamados para o ministério chega um tempo que tem que dar espaço a geração nova. O que precisamos é ter como testemunho o fato de que fomos irrepreensíveis quando o poder chegou até nós. 

Há uma unção em suas mãos: discipular. Não deixe essa essência morrer dentro de você. Ela é a essência do Evangelho. Se você está precisando se converter como discipulador, faça um pacto de ler Mateus, Marcos, Lucas e João. Você aprenderá que Jesus pegou a lei que estava em pedras e colocou no coração do homem. 

A lei não tem sentimentos. E quando Jesus veio, Ele não mexeu com pedras, mas com o coração. O que ficará é o nosso coração. O que procede dele é o que vale. Deus quer curar nosso coração. Todo poder nos expõe ao inferno. Podemos nos embaraçar, entrar em laços de passarinheiros que fazem da vida e dos sonhos uma maldição, destruindo o projeto lindo de Deus para nós. 

Quero encerrar com esta palavra: o coração vive com dois tipos de poder, o que você é como pessoa e o revestimento que virá sobre você como autoridade delegada. O que está dentro de você comprometerá o que você recebeu. Se você é bom, será bom. Se você é ruim, trate-se e deixe o Espírito Santo trabalhar em sua vida. 

Quando você lidar com gente, lembre-se de que gente tem sentimento, coração. Às vezes, somos levados a não valorizar os sentimentos. Mas nossos sentimentos devem ser valorizados sim. A Bíblia diz que dentro de nós deve haver o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus. 

Você não é uma pedra de lei, mas um coração no qual está escrito a Lei do Senhor. Que haja em nós, discipuladores, o mesmo sentimento que houve em Cristo. Nós venceremos, a despeito de tudo e de todos. Nós somos um testemunho para as nações. Então, no que depender de nós, que a graça do Senhor nos sustente e restaure os perdidos. Temos uma missão: sermos embaixadores de Cristo. 

Que o Senhor nos ajude a discipular e formar uma geração no temor dEle. Que a graça de saber lidar com a unção de discipular e formar que recebemos do Pai seja evidenciada em nós. Que o próprio Deus nos capacite com sabedoria sobrenatural do Espírito Santo de Deus para que o Evangelho corra às nações. Que a partir de nós, o mundo conheça que o Senhor vive e reina para sempre. E que vençamos cada inimigo da nossa alma.

 

 
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