“No dia seguinte, João estava outra vez ali, e dois dos seus discípulos; e, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. E os dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus. E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João, e o haviam seguido. Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).” (João 1:35-42)

Uma casa referência é uma casa abençoada. Quando buscamos modelos bíblicos nos quais possamos nos apoiar, ficamos perplexos com tantos desmandos no comportamento das famílias nos dias de hoje. Muitas vezes, nem as casas dos sacerdotes, que são mentores, têm sido referência de avivamento.

A casa de Jesus era o modelo no qual todos nós precisamos nos espelhar, pois nela havia sacerdócio e uma doutrina firme nos princípios de Yawé. Esse é um exemplo importante para nos guiar e apoiar.

Maria tinha seu papel matriarcal, mas não interferia no sacerdócio do marido, mesmo com a bagagem de ter vivido a maior experiência transcendental que um ser humano poderia receber: Ser a gestora do Filho de Deus.

José era um homem guardador dos princípios, educador dos filhos e um pai presencial, como é possível observar nas seguinte ocasiões:

Na apresentação de Jesus
“E, cumprindo-se os dias da purificação dela, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor (Segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo o macho primogênito será consagrado ao Senhor).” (Lucas 2:22,23)

No Bar Mitzvah de Jesus
“Ora, todos os anos iam seus pais a Jerusalém à festa da páscoa; e, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube José, nem sua mãe. Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia, e procuravam-no entre os parentes e conhecidos; e, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele. E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas. E quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu ansiosos te procurávamos. E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lucas 2:41-49)

Na educação espiritual dos filhos
“E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos? Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs?” (Marcos 6:2,3)

Ainda observando a família de Jesus, podemos verificar o comprometimento dos irmãos dEle com o Reino de Deus, porque verdadeiramente eram uma casa modelo. E, como ampliação desse resultado de uma família modelo, vemos também Sua mãe, Maria, como Sua discípula, como seguidora de Cristo e fiel no acompanhamento da jornada do filho.

A família de Jesus era plenamente envolvida na chamada dEle, como podemos ver em Marcos 6:2,3 e ter a comprovação de que os filhos de Maria e José, os irmãos de Jesus, eram um com Ele na chamada e no compromisso do Reino.

Os nomes de Seus irmãos são conhecidos: Tiago, José, Judas e Simão (Mateus 13:55). Isso nos consolida, mostrando que Jesus não estava em uma família inalcançável. Pelo contrário, quando olhamos para a família de Yeshua, descobrimos que temos plena condição de absorver e viver o mesmo modelo, em que todos eram muito usados por Deus e dispostos a viverem a plenitude da chamada.

Uma Família na Visão

Em Lucas 8:19-21, encontramos: “E foram ter com ele sua mãe e seus irmãos, e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão. E foi-lhe dito: Estão lá fora tua mãe e teus irmãos, que querem ver-te. Mas, respondendo ele, disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam.”

Geralmente, somos flechados em relação à família, por causa de ciúmes e disputas na Igreja. Mas nossa família é sede de avivamento, nossa casa é o lugar da honra. Quando nós investimos na família, o resultado de conquista é muito maior, pois não precisamos nos esconder nem andar armados nas emoções, porque nossa casa é o lugar da confiança.

Jesus treinava discípulos em sua casa, mas Sua maior conquista foi ter Seus irmãos envolvidos no ministério com Ele. “Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas?” (Mateus 13:55). A família de Jesus era uma família de identidade e de influência geográfica. Ela é nosso modelo! Por isso, não devemos ter medo de ser interpretados como nepotistas dentro da nossa equipe.

Vou fazer uma pergunta para você: Existe algo mais poderoso do que membros da família se envolverem conosco na equipe ministerial? A equipe de Jesus começou na casa dEle. Quando olhamos o testemunho de Jesus, vemos que Seus irmãos eram Seus discípulos.

Esse impacto ministerial dilui toda crença limitante que nós registramos e que nos faz colocar nossa herança nas mãos de pessoas queridas, mas que não têm a mesma afetividade e compromisso que uma família sarada. Existem casos em que quando a família sacerdotal está enferma, é melhor colocar os discípulos (parentes) sob o cuidado de famílias saudáveis para um discipulado mais eficaz e até mesmo manifestar ajuste de caráter e remoção dos traumas.

Jesus inseriu Seus irmãos na Equipe e revelou sucesso ministerial. Por que não podemos copiar esse modelo? Seus irmãos, Thiago, José, Simão e Judas tinham compromisso com Deus. Tiago era 12 de Jesus, fazia parte da Equipe principal. Isso nos leva a refletir o quanto precisamos demolir essas fortalezas de que não podemos colocar familiares conosco na linha de frente. Estou falando de familiares crentes que têm veemente compromisso com Deus e Sua Palavra.

Não podemos ser irresponsáveis e com o entendimento raso, acreditando erroneamente que só o fato de serem da família lograrão privilégios. Bem, primeiro vamos trabalhar com o tratamento de caráter na família, para trazer confiança diante da equipe e afastar toda e qualquer dúvida de seleção nepotista.

Continua...

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Plano de Leitura Bíblica

24 Dez
Jó 33
Zacarias 9
Apocalipse
7 a 9
25 Dez
Jó 34
Zacarias 10
Apocalipse
10 e 11
26 Dez
Jó 35 e 36
Zacarias 11
Apocalipse
12 e 13
27 Dez
Jó 37
Zacarias 12
Apocalipse 14
28 Dez
Jó 38
Zacarias 13 e 14
Apocalipse
15 e 16
29 Dez
Jó 39
Malaquias 1
Apocalipse
17 e 18
30 Dez
Jó 40
Malaquias 2
Apocalipse
19 e 20