Em um texto bíblico, no livro de II Crônicas, Deus aparece a Salomão e diz: “Pede-me o que quiseres e dar-te-ei!”. Salomão, ainda muito jovem, poderia ter cedido a um daqueles tão comuns rompantes da juventude e pedido bens, fama, reconhecimento e dinheiro. Mas ele pediu sabedoria. E sua sabedoria foi conhecida, comentada e procurada em todo o mundo ao ponto de fazê-lo: “O homem mais rico que já existiu”.

Podemos dizer que SABEDORIA tem o mesmo significado de Inteligência Emocional?

Vou apresentar evidências de que são palavras semelhantes:
Daniel Goleman define IE em 5 critérios:

. Autoconsciência – Reconhecer sentimentos;
. Autocontrole – Gerenciar sentimentos;
. Automotivação – Gerenciar propósitos;
. Empatia – Reconhecer sentimentos em outras pessoas;
. Habilidades Sociais – Capacidade de gerar bons resultados com grupos.

O dicionário define sabedoria como: “inteligência plena”, isto é, excelência mental no sentido mais pleno. A palavra sabedoria provém do grego sophia. Entretanto, sophia inclui não apenas o conhecimento, mas a habilidade e o julgamento para aplicar tal conhecimento às circunstâncias e situações da vida.

Pode-se supor ou afirmar que resultados medíocres provêm de uma pessoa insensata (não sábio), ou seja, um “analfabeto emocional”.

Durante um dos treinamentos sobre crenças financeiras que dei em Brasília, um dos participantes veio conversar comigo, depois que anunciei a data do próximo curso sobre dinheiro. “Eu não tenho necessidade desse curso”, ele falou. “Sou trader e ajudo meus clientes a ficarem ainda mais ricos. No que esse curso poderia me ajudar?”.

Perguntei, com muita naturalidade, se ele tinha grandes investimentos. “Grandes, não”, respondeu. “Na verdade, não tenho conseguido juntar dinheiro, porque tenho muitos compromissos”. Ele tinha um carro de 11 anos e uma expressão de 100 anos.

Anotei a data do curso num cartão e entreguei a ele. Aquele rapaz tinha todo conhecimento sobre SISTEMA FINANCEIRO e nenhum conhecimento sobre SISTEMA DE CRENÇAS ou Inteligência Emocional. Para ser mais clara, uma relação interpessoal, saudável – onde sentimentos são reconhecidos e gerenciados, onde há entusiasmo genuíno e uma comunicação positiva, há riqueza.

Sempre houve, ao longo de toda a história do homem com o dinheiro, uma relação de cegueira emocional. Calcula-se que uma fortuna traria a mesma quantidade de alegria. E quando isso não acontece, cria-se um ciclo vicioso e perigoso. Quanto maior a fortuna, maior a busca por felicidade e plenitude.

Para fazer dinheiro é preciso ter equilíbrio de emoções, entender o que ele realmente representa e como aplicar conhecimentos adquiridos, levando em conta, contexto, tempo e objetivo. Para ter dinheiro, é necessário reconhecer todos os sentimentos que ele evidencia, inclusive de que o próprio está “a serviço” de uma vida abundante.

Júlia Lamego, viu sua fortuna crescer depois que fez cursos de autoconhecimento e melhorou sua autoestima. Presume que quanto mais ama e entende de emoções, mais habilidade conquista para lidar com o dinheiro. Nas negociações das quais participa, sempre espera que o outro fale primeiro e aguarda o momento certo para expor sua autêntica in-tenção. Reconhece no outro o que cada fala dela provoca e sente-se bem com uma relação ganha-ganha. Nunca foi tão fácil ganhar dinheiro.

Existe um passo-a-passo na vida dos endinheirados que começa com os 4 P’s

1. Porque: Ricos e prósperos possuem uma causa. Um PORQUÊ que geralmente envolve a própria conquista e a dos outros.

2. Paixão: São apaixonados pelo meio com o qual conseguem fortuna.

3. Produto: Criam um produto capaz de durar e se recriar por anos seguidos.

4. Procura: Todo rico está sempre em busca de novas formas de fazer as coisas.

Só tem um PORQUÊ quem acha sabedoria. Somente um grande PORQUÊ traz PAIXÃO. Mas é necessário reconhecer quando se está apaixonado, quando a PAIXÃO acabou de chegar. A conexão entre o PORQUÊ e a PAIXÃO, faz nascer excelentes PRODUTOS e, enfim, a procura pelo novo traz entusiasmo e não cansaço.

Ter emoções inteligentes é o caminho mais curto para o sucesso. Pois o domínio próprio traz a ação no tempo certo, na dose certa e pelo tempo certo.

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