A internet mudou a maneira como nos comunicamos, buscamos conhecimento, nos divertimos... Vivemos uma revolução sem precedentes na forma como vemos e somos vistos pelas pessoas. E todos, com muito poucas exceções, acabamos conectados nessa grande rede.

As vantagens dessa inovação tecnológica são incontáveis, mas, a internet também nos colocou diante de um mundo novo e cheio de possibilidades para corromper e degradar as pessoas. Uma delas diz respeito sobretudo aos homens: A Pornografia Virtual. Esse lado obscuro, porém sempre convidativo, tem tragado a muitos, desde os que se julgavam mais firmes e os que aparentam ser inabaláveis.

Números alarmantes

No Brasil, há 22 milhões de pessoas que assumem consumir pornografia – 76% são homens e 24% são mulheres. A maior parte é jovem (58% têm menos de 35 anos), de classe média alta (49% pertencem à classe B) e está em um relacionamento sério (69% são casados ou estão namorando). Além disso, 49% do público concluiu o ensino médio e 40% tem curso superior.

Esses dados, estão em um material produzido pelo Quantas Pesquisas e Estudos de Mercado, a pedido do canal a cabo Sexy Hot e publicado pelo site de notícias G1, para traçar um perfil de quem consome pornografia no país.

Viciados

Não se engane! Assim como o álcool e as drogas, a pornografia é uma prática altamente viciante.

Para viciados em sexo, a pornografia desencadeia uma atividade cerebral semelhante ao efeito que as drogas têm sobre o cérebro de viciados. Nos dois casos, a pornografia faz o cérebro produzir dopamina, que é uma química ligada ao prazer, à motivação e ao desejo, ou seja, ela faz as pessoas se sentirem bem.

Dessa forma, a pornografia consegue estimular continuamente o usuário que, diante de cada “mulher nova” na internet, obriga o cérebro a liberar dopamina em abundância.

Mas aí um problema surge: Para proteger-se contra esse exagero de dopamina, o cérebro elimina alguns receptores químicos, que assumem a função de inibidores. Com menos receptores, o cérebro percebe que tem pouca dopamina e passa a tolerar sempre um pouco mais. Isso fará com que a pessoa tenha um impulso cada vez maior à pornografia. Quando o nível de dopamina começa a cair, o indivíduo começa uma busca desenfreada por mais.

Outros estudiosos alertam que pornografia causa transtornos físicos e psíquicos, sentimento de culpa ou vergonha, depressão, baixa autoestima, violência e ainda afeta a fertilidade. Disfunção erétil e a perda de atração pela própria mulher são outros exemplos.

Pornografia e Violência

Em uma reportagem do site pt.aleteia.org, o professor e psicólogo Thomas Lickona afirma que a pornografia gera nas pessoas uma grande tolerância a violações e a forte queda do desejo de formar uma família e ter filhos. Ele diz também que: “Em um mercado competitivo, os produtores de conteúdos pornográficos produzem vídeos cada vez mais violentos. Em um estudo sobre os filmes pornográficos mais vistos, em primeiro lugar estão os que possuem cenas violentas, onde a mulher é humilhada física e verbalmente”.

Outros comentários do professor ainda merecem a nossa atenção:

“As meninas tendem a se sentir fisicamente inferiores às mulheres que elas veem nos materiais pornográficos. Os meninos tendem a ter medo de não estar à altura dos homens que eles veem nos vídeos pornôs”.

O professor também alerta para o fato de que antes, os homens consumiam mais pornografia, mas os estudos feitos recentemente nos Estados Unidos mostraram que o consumo também está aumentando entre as mulheres.

Esposas frustradas e desesperadas

O vício da pornografia tem um resultado devastador e com um efeito colateral sobre toda a família. Na linha de frente, a esposa, tende a ser a primeira e a mais atingida.

Os poucos relatos existentes, já que a maioria não fala sobre o assunto por vergonha, medo de se expor e de expor os maridos, falam de frustração profunda, sentimento de não ser capaz de satisfazer o parceiro, desespero, depressão e impotência diante de um problema tão sério e aparentemente sem solução. Na internet existem alguns relatos como este:

“Nós estamos sofrendo, envergonhadas, tolerando casamentos em vez de desfrutar deles, lidando com as nossas insuficiências e com a depressão... Nesses três anos, desde que descobri esta situação, cheguei a acreditar que um caso extraconjugal teria sido até mais fácil de tolerar, porque talvez eu pudesse competir com carne e ossos, mas não com isto: Com o fato de que o prazer e a satisfação do meu marido possam vir de uma tela bidimensional. É uma coisa que me abala profundamente; a minha própria ideia de quem eu sou e do que eu valho ficou completamente destruída. Meu mundo virou de cabeça para baixo e, se não fosse pelos nossos filhos, eu teria me separado”.

Além das mulheres, os filhos também podem ser abalados por este tipo de vício, afinal de contas, um problema como este dentro de casa prejudica a todos e elimina a harmonia familiar, sem contar que um pai pode ser flagrado a qualquer momento na internet por um filho e este, passar a desenvolver o mesmo comportamento, principalmente na fase da adolescência.

Um inimigo que você mesmo pode trazer pra dentro de casa

Muitos casais consideram normal fazer uso de alguma mídia com conteúdo sexual durante a relação íntima. As justificativas são muitas: Apimentar a relação, trazer uma sensação de novidade quando já estão há muito tempo juntos, ou uma sensação diferente para sair da rotina sem que não estejam em uma relação extra-conjugal “real”. Porém, esse tipo de atitude, aparentemente inofensiva, mas não é, pode ser o início de um ciclo nocivo e altamente viciante.

O especialista em ciências sociais Shankar Vedantam, citado pelo site gospel, noticias.gospel.prime.com.br, entrevistou cerca de 2.000 casais sobre sua satisfação com seus relacionamentos e também sobre o uso de mídia sexualmente explícita. O levantamento apontou que “os casais que assistem pornografia são cerca de duas vezes mais propensos a se divorciar que os que não seguem essa prática. Esse tipo de prática pode levar as pessoas a viverem uma construção psicológica disfuncional e irreal”, relata reportagem do site.

A desintoxição é possível

Diante de toda essa realidade estarrecedora acerca do vício sexual na internet, uma boa notícia: Conexões neurológicas causadas pela pornografia são sim reversíveis! Eliminando o consumo de material pornográfico, os níveis de liberação de dopamina voltarão ao normal, garantem os especialistas. Portanto, peça auxílio a um profissional especializado o mais rápido possível.

Busque ajuda em Deus

A Bíblia nos ensina que Deus é Santo, portanto, é impossível assistir ou cometer pornografia, sem desagradar a Deus.

“Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.” (I Coríntios 6:18)

Contudo, Deus conhece a sua fragilidade e quer ajudá-lo a ser liberto desse pecado que o afasta da Sua presença. Você pode ser lavado no sangue de Cristo e recomeçar uma nova vida, deixando para trás todo sofrimento que esse vício já lhe causou.

Seja um verdadeiro homem de Deus livre e com a conduta aprovada!

Visualizações: 736